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Por que Berlim?

Essa foi umas das perguntas que mais ouvi depois que contei que iria deixar o Brasil e mudar para Berlim. Eu respondo aqui no blog com um pouco mais de reflexão, que costuma ser uma característica da mensagem escrita. Quando falamos, não temos tanto tempo para organizar as ideias. Mas eu escrevo rápido, não como falo, mas escrevo com o coração e assim não tenho muito o que pensar. Eu sinto e digito. Sobre essa pergunta, eu diria que os sentimentos respondem.

A primeira vez que vim a Berlim, nem foi planejada. De última hora, eu já estava fazendo uma Eurotrip, decidi passar três dias na capital alemã. Pra começar, bastou eu sair do hostel e pedir uma informação, para eu me apaixonar pelos alemães. Todo mundo me falava que eram frios, mas não foi assim a minha experiência. Eu só queria saber onde fica um bar, mas a Esthier, respondeu assim, “esse lugar não é legal, vem com a gente dançar”. Isso pra mim foi suficiente para desconstruir a imagem de povo frio.

Depois, eu me encantei pela liberdade que as pessoas me mostravam nas ruas. Muitos vestidos com roupas em combinações totalmente aleatórias, segundo os padrões, mas de acordo com a personalidade de cada um. Eu fiquei tão encantado, que da segundo viagem que fiz a Berlim, entrei num brechó e me vesti de liberdade. Senti uma sensação maravilhosa.

A segunda viagem foi planejada para um período mais longo, de dois meses. Fiquei hospedado na casa de um alemão, onde aluguei um quarto. Aí eu pude conhecer melhor o estilo alemão de ser. Realmente, eles são mais diretos do que simpáticos. Mas isso também me encantou, porque senti que havia uma sinceridade e uma naturalidade ao se dizer o que se precisa dizer, sem arrodeio. No começo foi complicado, mas depois acostumei.

A cidade é muito bonita e cheia de prédios históricos e super lindos e importantes, mas eu confesso que o que me conquistou mesmo foi a personalidade dos bares e restaurantes. Cada um com um perfil totalmente único. Lembro de um bar que não tinha mesa, apenas um monte de sofá comprado de segunda mão espalhados pelo lugar. E as pessoas se divertiam como se estivessem na sala de casa.

A palavra que mais me vem a cabeça para descrever Berlim é liberdade. Sinto isso em todos os cantos onde vou, como nas praias de nudismo ou não, onde as pessoas ficam sem roupa, não para se exibir, mas sim para serem livres das roupas e se conectarem com a natureza. Por isso, amo Berlim e por isso, escolhi Berlim.

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Berlim, Blog

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Augusto Medeiros Ver tudo

Jornalista brasileiro, escreve sobre comunicação, viagem, cultura e desenvolvimento humano. Trabalhou 17 anos como repórter de televisão, no Brasil. Atualmente, é baseado em Berlim. É gerente de projetos pela FGV e também é ator e roteirista.

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